sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Rebelde sem Causa

Não tenho a pretensão de arruinar a sua visão idílica da infância, mas acreditar na concepção da criança apenas como um ser frágil e indefeso não poderia estar mais distante da realidade. E, sim: eu discorro com propriedade sobre o assunto já que a minha mãe, munida de muita civilidade e ponderação, reprimiu o forte desejo de me golpear com um crucifixo.  

(Não que eu não tenha merecido!)  

Enquanto alguns anjinhos de cabelos encaracolados brincavam serenamente com suas bonecas eu, ao contrário, era uma fonte constante de perplexidade: sempre descabelada, adorava escalar muros, jogar futebol e estapear os coleguinhas no meio da rua. Com pouquíssima habilidade para deslizar ladeira abaixo em carrinhos de rolimã, os joelhos ralados transformaram-se em cicatrizes de guerra com o passar dos anos. 

(Nem sei como sobrevivi tempo o suficiente para chegar à adolescência!)

Apesar da soma considerável de insubordinações, admito que as surras foram mais escassas do que  deveriam, afinal, encarar uma arma de destruição em massa sem nenhum aviso de perigo é trabalho árduo. Portanto, meus senhores, pensem duas vezes antes de qualquer recriminação: a bruxa daquela história infantil era mesmo cruel ou apenas mal compreendida? 

55 comentários:

  1. Gostei de ver a infância através de seu ponto de vista, Helena. O ideal de infante concebido pela sociedade é fictício, cultivado por sonhos de parentes desejosos de, como você mesma disse, um anjinho de cabelos encaracolados, quando a realidade nos mostra que crianças não seres complexos, perplexos, dotados de sensibilidade, gênio, comportamentos reprimíveis e outros aspectos atribuídos somente aos adultos e aos rebeldes adolescentes. Eu, como você, também fui uma rebelde sem causa e se não tivesse sido repreendida teria me tornado uma pessoa absolutamente intratável.
    Ressalvo, porém, que seres humanos, crianças diabólicas ou não, merecem ser tratados com respeito e humanidade, independentemente de como se portam. Me chame de utopista, mas é assim que penso.
    Abraços!
    https://notas-poeticas.blogspot.com.br

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    1. Olá, Lua!
      Com certeza, querida! Você tem toda a razão... independentemente do mau comportamento, o respeito é fundamental em qualquer relação. Tudo faz parte da personalidade da pessoa em questão, e desconfio que essência não mude, já que ainda conservo os mesmos traços de rebeldia, embora os cabelos tenham melhorado um pouquinho. =)

      Beijos!

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  2. Helena cada caso será sempre um caso.

    Beijo

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    1. Olá, Miguel!
      Que bom te ver por aqui!
      Pois sim... alguns casos mais fáceis, outros nem tanto. ;)

      Beijão!

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  3. Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida.

    Bom fim-de-semana Helena, com muitos sorrisos:))

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    1. Olá, Legionário!
      Certamente! O nascimento ocorre independentemente de nossa vontade, mas o modo como vivemos é sempre uma questão de escolha.

      Obrigada, querido!
      Desejo o mesmo para você,
      Beijinhos.

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  4. Como professora de educação infantil sei muito bem como são esses anjinhos cheios de personalidade,kkk
    Bom fim de semana.Bjs.

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    1. Olá, Maria Emilia!
      É uma profissão digna de muito respeito, afinal, trata-se de um exercício contínuo de paciência! ;)

      Uma ótima semana para você!
      Beijão!

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  5. Olá Helena

    Como é difícil não ser compreendido. Ainda mais na infância

    Cada criança é um universo, imenso, simples e ao mesmo tempo complexo. Nós, adultos, devemos enxergá-las e respeitá-las em todas as suas peculiaridades. Nos mais, nós, adultos, não passamos de crianças crescidas, tão desajustados quanto - ou mais que - na infância.

    Um grande abraço

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    1. Olá, Jonatas!
      Você tem absoluta razão! Também acho que os adultos não são tão diferentes dos pequenos. Talvez, certa loucura natural esteja presente em todas as fases da nossa vida.

      Beijo grande!

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  6. Olá querida amiga Helena,

    Duas coisas me chamaram muito a atenção, primeiro é essa arma de destruição em massa sem aviso, segundo a palavra recriminação. Duas coisas ligadas e se mal administradas tendem a se tornar muito maiores. Como uma dessas armas de destruição em massa que fui, digo com propriedade que me sobraram surras, mesmo sem fazer nada apanhava e ela dizia não saber porque batia, mas eu sabia porque apanhava. Em resumo acabei por empatar a disputa disparando pra todo lado sem ela saber, saindo assim com muitas marcas de guerra assim como você. Resultado, ainda sou rebelde com 38 anos nas costas e muitos vergões não publicados nas histórias infantis.

    Um grande e forte abraço fraterno amiga.

    Wellington Maia

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    1. Olá, Wellington!
      É isso mesmo, meu querido amigo. Às vezes, cultivamos surras que são tão inesquecíveis quanto as nossas histórias. Acredito que dificilmente saímos da nossa infância sem algum trauma, mas nada que não podemos superar com o passar dos anos. E quanto à rebeldia... certos hábitos talvez nunca mudem mesmo. ;)

      Beijão!

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  7. Gostei muito do seu espaço...voltarei para conhecer mais.
    abraços,

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    1. Olá, Lia!
      Seja bem-vinda!
      Muito obrigada por sua visita... a casa é sua! =)

      Beijos!

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  8. Os incompreendidos viram o mundo dos avessos, meninos travessos querem ver o que há detrás dos muros. beijos

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    1. Olá, Ives!
      Que lindo! É isso mesmo... felizes os que mantém viva essa curiosidade da infância.

      Beijo grande!

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  9. Oie, tudo bem?
    Ótima reflexão, parabéns pelo post!
    Blog Entrelinhas

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    1. Olá, Felipe!
      Muito obrigada! ;)
      Apareça sempre.

      Beijão!

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  10. Muitas vezes é cobrado de uma pessoa, aquilo que ela não recebeu. E construímos um tempo tão louco, uma sociedade tão insana, que a maioria vê a vida passar sem a chance de entender o mínino sobre a existência, sobre as relações, sobre o trato consigo mesmo e com o outro. Educar é uma missão difícil, ainda mais quando somos frutos de uma geração que não recebeu afeto, civilidade ou ponderação. Torna-se um círculo vicioso. Um enredo onde todos tem um lado vítima e outro vilão. Cabe perdão e aprendizado. Gota a gota, na esperança de um dia acalmar o mar.

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    1. Olá, Thiago!
      Que ótimo o seu comentário! Certamente, estamos distantes de uma vida saudável... a educação em seu sentido mais amplo, requer muita paciência e muito tato. É claro que não me refiro aos meus pais que (coitados!) tentaram acertar, embora errando muitas vezes. Mas a verdade é que há escassez de orientação na maioria dos casos.

      Beijo grande!

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  11. Realmente, tens razão. Tratamos as crianças como se fossem feitas de porcelana mas não é bem assim...

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    1. Olá, Diana!
      Concordo inteiramente contigo! =)

      Beijão!

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  12. Gostei bastante!

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Monyque!
      Obrigada por sua visita, querida!

      Beijos.

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  13. Olá Helena, td bem? É na infância que criamos a nossa personalidade e levamos isso pro resto da nossa vida. Bela reflexão, adorei o texto.
    Aproveito para te agradecer a sua querida visita no meu blog, em breve irei atualizar com um novo post.
    Te desejo uma linda semana!
    Beijos.

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    1. Olá, Aécio!
      Muito obrigada... é um enorme prazer receber o seu comentário. E não me agradeça, o seu blog é ótimo. Meus parabéns.
      Seja bem-vindo por aqui! ;)

      Beijão!

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  14. Olá, querida Helena!

    Que delícia de imagem, a que escolheste.

    A rebeldia tem suas causas e nada é por acaso. Evidentemente, que cada criança tem a sua própria personalidade, que a acompanhará até final de seus dias. Excelente texto, como sempre.

    Beijos e boa semana.

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    1. Olá, minha poetisa querida!
      Muito obrigada! E você tem toda a razão, a essência talvez seja mesmo permanente.

      É sempre ótimo receber a tua visita! =)
      Beijo grande!

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  15. Pertinente a questão que fica.
    Bem refletivo!
    Bj

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    1. Olá, Rui!
      Muito obrigada por sua visita. ;)

      Beijos!

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  16. Oi, Helena!
    Gostei do seu texto e me identifiquei com ele. Fui uma criança rebelde e tive uma filha assim também. É difícil de falar sobre esse assunto...tanto a minha vida quanto a dela (minha filha) foram complicadas e deixaram sérios problemas, pelo menos em mim.
    Que bom você ter escrito este texto.
    Beijos!

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    1. Olá, Sandra!
      Obrigada por compartilhar esse sentimento. Brincadeiras à parte, é verdade que a infância pode ser uma fase muito complicada e gerar vários impactos em nossa vida adulta.

      Fique bem, querida.
      Beijos!

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  17. Olá!!! :)

    Se tens Facebook, queres dar a conhecer o teu blogue a mais pessoas e conhecer novos espaços também, adere a este grupo:

    https://www.facebook.com/groups/126383254703861/

    Beijinhos,
    Diana F.

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    1. Olá, Diana!
      Claro! Embora eu não seja muito assídua no Facebook, vou adicionar, sim. Obrigada pela lembrança. ;)

      Beijão!

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  18. Oi Helena

    você trouxe uma reflexão que realmente nos falta: a bruxa seria incompreendida ou a criança que era endiabrada? HAHAHAH
    nunca tinha pensado por esse lado...

    beijo
    www.beinghellz.com.br

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    1. Olá, Hellz!
      Ah, com certeza, minha flor. Muitas vezes, pode faltar muito da bondade infantil por aí. ;)

      Beijo grande!

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  19. Queria poder comentar com mais propriedade sobre infância, mas como alguém recentemente me fez saber, sempre fui e sempre gostei de ser um velho, mesmo quando criança.
    Era um moleque chato, grave, preocupado, e estava sempre chamando os outros à consciência, repreendendo peraltices alheias e desconcertando os adultos com perguntas que eles nunca sabiam (ou queriam) responder.

    Experimentei, porém, um pouco desse universo desenhado no seu post através da infância mágica da minha filha (coisa que psicólogos e afins recriminam, mas, ah... Sou só humano, né?)
    Agora que estou na iminência de ser cronologicamente um velho (e, portanto, despossuído de um monte de preocupações acumuladas na vida adulta), meu receio é que eu vá finalmente me transformar em criança (sem os benefícios da elasticidade, agilidade natural e complacência dos adultos em derredor).

    Lindo Post!
    Me fez revirar um baú antigo de memórias....

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    1. Olá, Luiz Carlos!
      Que bom te ver por aqui, ainda mais com um comentário tão fantástico quanto esse que, inevitavelmente, me fez lembrar do “Elogio da Loucura” e seu paralelo entre a infância e a velhice.
      Embora eu não ache que essa fase esteja tão próxima a você (já que a nossa idade deve ser semelhante e eu me recuso, terminantemente, em acreditar que estou envelhecendo!) não tenho dúvidas de que convém aproveitá-la, deixando para trás um pouco do bom senso e dos pequenos aborrecimentos.

      Quando chegar a hora, vamos nos divertir e deixar o tédio às próximas gerações! ;)
      Beijos!

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  20. HELENA,

    finalmente, alguém rompe e de forma definitiva com esta pretensa sacralidade de bebes imunes a qualquer tipo de censura e tidos como "angelicais" quando na verdade, por dentro daqueles corpinhos em crescimento,já pode existir a cruel natureza mórbida financeira de um Paulo Salim Maluf. kkkkkkkkkkkk

    É nos shoppings da vida que você consegue ver da forma mais contundente a execrável conduta destes verdadeiros menores infratores ao se jogarem no chão, numa abominável e arrogante conduta de exigir doçuras, gostosuras,brinquedos, parquinhos e o escambau!

    Não podem ser contrariados e nem contestados naquelas suas vontades soberanas como se o mundo girasse no entorno dos seus umbigos.

    Os shoppings hoje são verdadeiros locais de macabros e insuportáveis demostrações destes menores infratores de 0 a 5 anos principalmente, tomados por incrível e inverossímeis comportamentos que fazem os nossos ancestrais macacos e hominídeos, morrerem de vergonha. kkkk

    Enfim,Helena pela sua coragem em expor e colocar o dedo na ferida desta pseudo imputabilidade social destes verdadeiros terroristas de fralda, vai daqui os meus elogios e que lindo texto.

    Tão lindo quanto o sorriso banguela de um destes nossos gostosinhos e insubstituíveis mínimos e terríveis menores infratores!!!

    Como os amamos!

    Quer que eu minta? kkkk

    Um abração carioca.

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    1. Olá, Paulo!
      Olha só, que visita boa. Sensacional. O seu senso de humor é mesmo inigualável. Acredite, você me fez dar boas gargalhadas do começo ao fim!
      Embora eu não tenha filhos, volta e meia sou iludida por doces olhinhos que transformam-se rapidamente quando percebem que seus desejos não serão concretizados. Negação, aliás, que está intimamente ligada às suas cordais vocais: muitos sopranos jamais alcançariam as notas que determinadas crianças atingem!

      Bom, a verdade é que elas nem sempre estão bem alimentadas, limpas ou saudáveis e, mesmo assim, conseguem conquistar o nosso coração! =)
      Beijão.

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  21. Aaaah, genial, haha! Adoro histórias que me apresentam um novo jeito de ver as coisas <3

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    1. Olá, Larissa!
      Obrigada, querida.
      Tenha uma ótima semana.

      Beijos!

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  22. Muito massa, Helena! Uma reflexão interessante e divertida. Gosto do jeito com o qual tu tratas os diferentes temas.

    Beijos e boa semana!
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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    1. Olá, Bruno!
      Obrigada. Você é um querido! :)

      Não suma.
      Beijão!

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  23. hahahaha, só vc mesmo, Helena. Também não sei como sobrevivi a tanto joelho ralado e surra. Mas estamos aqui né, desconstruindo a ideia de anjinhos pra sempre. hehehe
    beijos

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    1. Olá, Thaline!
      É isso mesmo, querida! Aos trancos e barrancos vamos sobrevivendo.

      Tenha um ótimo fim de semana.
      Beijão!

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  24. Eu já fui bem nulo na minha infância. Era completamente sem personalidade, mas tive meus amigos, me diverti. Mas em relação à minha mãe, sempre fui muito nulo. Mas a vida ensina né?

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    1. Olá, Eduardo!
      Ah, pois é. Acho que algumas crianças são mais introvertidas do que outras, mas isso não quer dizer que você era nulo ou destituído de personalidade própria. Duvido que alguma criança se considere perfeitamente ajustada, afinal. Mas o importante é que, apesar de tudo, algumas boas lembranças nos acompanham.

      Beijo grande!

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  25. Olá Helena,

    A noção idílica de inocência infantil do senso-comum é um entrave poderoso para entender os pequenos seres humanos em formação. Em alguns a noção de autonomia e liberdade são muito mais agudas. E isso é fascinante!

    Em tempo, perdão pela demora em aparecer, muito corre-corre.
    Deixei um recadinho pra você lá no blog.

    Bjks e até breve.

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    1. Olá, Dave!
      É verdade... esse processo de evolução já nos dá indícios do comportamento futuro e é bem interessante de ser observado.
      É sempre maravilhoso te ver por aqui!
      Já, já vou passar para te fazer uma visita. ;)

      Beijão!

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  26. Muito boa, sempre. Uma de minhas escritoras brasileiras preferidas, você. Brinca com o verbo, a prosa sempre vigorosa, forte, certeira. Não podia ser diferente quando criança, um anjo rebelde, avesso, de atitude, prematuro. Beijos!

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    1. Olá, Fábio!
      Só posso agradecer profundamente o seu comentário. É muito lisonjeiro, principalmente, vindo de um poeta tão fabuloso! Muito obrigada, meu querido!

      Beijo grande!

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  27. Olá bela Helena, entendo bem esta passagem de nossas vidas, tenho memórias de quando era bem criança, mas ao contrário de ti, fui uma criança calma e obediente, um tanto parada, gostava de olhar o céu deitado no chão, enfim...criança é um animalzinho que precisa aprender o que é certo, aprender o bem, porque do mal eles nascem sabendo rss, não é à toa que ensinamos anão destruírem as flores, não judiar dos bichinhos. Somos resultado daquilo que nos influencia, da maneira que vemos e vivemos o mundo. Admirável tua infância, uma menina cheia de atitude e de palavras.
    Fazia tempo que não visitava ninguém, tou meio introspecto, mas valeu chegar aqui.
    ps. Carinho respeito e abraço.

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    1. Olá, Jair!
      Meu querido amigo, receber a sua visita sempre é muito bom! É isso aí, independentemente de como éramos na infância, o importante é que tenhamos algumas doces recordações. E com certeza, as crianças carecem mesmo de determinados conselhos que certamente vão orientar o resto de suas vidas.

      Beijinhos!

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  28. Muito interessante a tua colocação dos fatos k;
    Até porque na idade média se referiam a adultos pequenos k.
    Claro que tem muito pai e mãe fora da casinha por aí mas isso
    já é outra questão.
    Então... gostei de Malévola k.
    Boa continuação de semana.

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Se você conseguiu chegar até aqui é porque teve paciência suficiente para agüentar minhas insanidades. Prometo agüentar as suas também... Vai! Me diz aí o que você pensa.Tenho certeza de que vou adorar!